Odin Sphere por sua vez, não é um jogo inusitado. É só um RPG de ação 2D, onde você acumula itens, ganha níveis e mata infinitos oponentes até alcançar seu objetivo. Vale ressaltar que é um jogo desafiador, com inimigos que levam um bom tempo e que requerem certa habilidade para vencer.
O sistema é interessante, onde você percorre um labirinto composto de uma série de cenários circulares e só pode prosseguir quando se livra dos inimigos em cada um destes. Eles liberam uma espécie de mana, que podem ou ser absorvidos por sua arma, aumentando aos poucos seu dano, ou podem ser convertidos em fertilizante para as sementes que você pega ao longo do jogo. Cada semente cria uma planta distinta, e os frutos destas, além de o curarem, dão pontos para que seu personagem ganhe mais HP. Juntando itens ainda pode-se criar poções específicas ou visitar uma confeitaria/restaurante para criar refeições especiais.
Nestes dois parágrafos eu resumi basicamente tudo que pode acontecer quanto a jogabilidade de Odin Sphere. Esta face do jogo, com certeza absoluta, não é seu ponto forte, é apenas um pouquinho atrativo e demasiadamente repetitivo e enjoativo.
O grande destaque de Odin Sphere está no roteiro e nos gráficos. Uma performance realmente única, trazendo de volta o gênero dos jogos 2D a voga. Em alguma entrevista perdida (infelizmente não consegui achar), vi algum cabeça de uma empresa grande dizer que o gênero 2D já fora totalmente esgotado, que o máximo possível de tecnologia no uso dos sprites já fora alcançado, e que era impossível ir além com o gênero. Algumas cenas de Odin Sphere deixam claro que isso não é real, primeiro porque o próprio jogo vai muito além do usual e depois porque várias melhorias no próprio modelo apresentado podem claramente ser feitas com o devido empenho ($) investido.
Logo de cara, assim que o jogo começa, uma solução extraordinária: Na hora de escolher qual história você irá jogar, o seu avatar é uma pequena garotinha, em uma biblioteca onde tudo parece muito gigantesco. No controle dela você pode pegar um dos livros no chão, um gato ou se sentar na poltrona. Tudo isso com sprites realmente muito bonitos e fluídos. Conforme as outras histórias vão sendo liberadas, outros livros aparecem na sala, e assim que se escolhe qual irá ler, ela se joga com tudo na poltrona e abre o enorme livro em seu colo. Uma ótima solução de interface que abole quase que completamente a necessidade de menus, uma tendência grande de mercado para gerar ainda mais imersão.
Ao todo são sete histórias distintas, quando você vence uma, outra começa. Infelizmente, para todas estas, existem apenas alguns poucos destes labirintos, que se repetem quase em totalidade, em ordem diferente, mas com os mesmos inimigos. Ou ao menos foi o que pareceu para mim, nas duas primeiras histórias que tive saco de jogar (ou seja, nas primeiros mais de 10 horas de jogo). Isso significa que aquele chefe, difícil pra caralho que você derrotou com um personagem, vai eventualmente voltar, igualzinho.
Enfim, se você esquecer estes pormenores, e se focar basicamente na história, você vai notar um enredo até bastante peculiar. Romances dramáticos envolvendo várias experiências quase-morte, facetas mais humanas e sentimentais para criaturas mitológicas, magias de destruição em massa, passeios pelo mundo dos mortos, entre outros igualmente irreais. Se você também esquecer que quase todos os outros jogos também se basearam na mitologia nórdica, também usam elfos, anões, gnomos e fadas em sua gama de criaturas, e que guerras sem razão entre nações já estão extremamente batidas, você vai ter uma ótima oportunidade de se divertir.
Conclusão. Odin Sphere é um jogo brilhante, na primeira hora do jogo. Se você quer ver sprites interagindo de maneira extraordinária, gosta de rpgs de ação, que requerem certa habilidade, presteza e saco para serem vencidos, talvez você venha a gostar muito deste! Pra mim, que sou fanboy de jogos bonitos e histórias romanticazinhas mela-cueca, esse lançamento foi basicamente uma grande frustração, um jogo que não tive saco de ir até o final, por mais que quisesse saber o que ia acontecer.
screenshots:




Taí 2 jogos que eu quero muito jogar mas nem me arrisco devido a falta de tempo. Ambos me cativaram justamente pela direção de arte!
De Professor Layton não nem o que falar, o traço simplesmente lindo e o esquema dos puzzles é realmente interessante. Para quem anda sempre com o DS – que nem eu – vai adorar, principalmente naquela fila ou esperando aquela aula começar!
Odin Sphere me chamou bastante atenção justamente pelos gráficos, porém no quesito RPG ele realmente não me atraiu nenhum pouco. Mas só pra desencargo de mente, a fórmula de Odin Sphere ésemelhante à do Castlevania Simphony of the Night ou estou enganado?
Um game de exploração com traços de RPG para justificar a crescente dificuldade?
O lance que você falou do livro me lembrou bastante o início dos jogos da série Shining Force. A propósito, enquanto lia o seu texto fui ver uns video reviews e de Odin Sphere e me deparei com isto: http://br.youtube.com/watch?v=Zwly7PGoS9U
Jogos 2D com sprites grandes e bem detalhadas e animados de forma bem fluída sempro foram, ainda são e sempre serão bem vindos!
Que venha KOF’XII :)
Ok, eu estava enrolando para testar o Prof. Layton, e você me convenceu! rs
Uma sugestão: eu gosto pra caramba do conteúdo do site, mas os posts são muuuuuuuuuuuuito longos, e como eu trabalho, não consigo ler no intervalo de nada!
Não estou dizendo para diminuir os posts, mantenha a qualidade do trabalho, mas divida-o em partes, publique uma parte em cada dia da semana..
Por exemplo, o post de hoje fala sobre dois jogos. Por quê não o primeiro hoje, e o segundo amanhã ou depois de amanhã?
Acho que não só facilitaria para eu ler o conteúdo todo (porque quase sempre paro na metade porque tenho que trabalhar), como deve ajudar a outros leitores também..
Outro exemplo: quando contou o lance do carnaval, seria uma boa falar de um jogo por dia…
Enfim, olha eu metendo o bedelho no seu trabalho! Mas é porque eu gostei demais do conteúdo, mas não estou conseguindo ler!
@ Samuel : A jogabilidade de Odin Sphere não se assemelha a Castlevania não! Se chegasse ao menos perto na variedade de níveis, segredos, tipos de inimigos, e tácticas necessárias para vence-los, esse jogo estaria MUITO mais safo.
Quanto ao video! CACETE! Acho que TUDO que é feito hoje em dia é releitura de algo. Já estou ficando cansado de descobrir as versões anteriores e, usualmente, melhores dos lançamentos, seja de filmes ou jogos…
Mas pelo que percebi do pouco que é apresentado por esse video, o jogo original é exatamente a mesma porcaria. Eles só deixaram mais fluído e bonito, mas nada de recriar a jogabilidade e adaptá-la para um público novo… pff..
Por sinal, que venha KOF XII! :}
@ Migoto : Sempre as ordens hahahaha! :D
@ Rodrigo van Kampen : Dica aceitada e já posta em prática! Valeu, realmente acho que estive exagerando! heheh!
@Rodrigo Van Kampen
Também achei o post extenso, tanto que não leio direto. Este post original por exemplo, li a parte do Professor Layton ainda na agência e a parte do Odin Sphere quando cheguei em casa.
De qualquer forma o textos são muito bem estruturados de forma que mesmo sendo extensos você consegue ter “checkpoints” mas a divisão realmente facilita na parte de comentários.
(Evitando comentários extensos com o meu! :D)
@esper000
A minha útlima empolgação pra jogar OS foi pro saco então, tava me empolgando por achar que seria algo semelhante aos últimos Castlevanias. Se tiver uma chance dá uma analisada no Portrait of Ruin pro DS, eu acho que vale muito a pena!
esper000:
O bagulho da menina e os livros como menu já tinha sido usado em Princess Crown. Eu vi um cara amigo jogando esse jogo, tipo, ele é realmente lindo e a dublagem é fantástica, mas a jogabilidade do jogo é horrível e ele é mto comprido:P.
Vamos ver se a Cave se anima de portar Death Smiles, esse sim é um jogo lindo e “jogável”.
Esse eu já to no final.. a única coisa q falta é evoluir um pouquinho alguns personagens e matar o último boss !
mais não é tão simples assim e eu não queria deixar spoilers
Sobre o jogo: Sprites incriveis, dublagem ótima mesmo e um enredo até bom com algumas surpresas …
é um pouco cansativo, enjuativo. mais nada q uns dias sem jogar pra recomeçar de novo !
A atlus é muito foda pra fazer jogos, to afim de jogar praticamente a coleção inteira !