
Tenho como grande objetivo (aquela coisa de aspiração de carreira depois que se descobre que se tem de escolher uma só) me tornar Diretor de Arte de Games. Nunca fui um ilustrador excepcional e nunca me senti tão a vontade modelando em 3D (talvez isso mude com o ZBrush… mas ainda não terminei de baixar pra mexer com minhas próprias mãos, então fiquemos com os fatos atuais), mas ainda assim sou estudante dedicado, expectador assíduo e amante incondicional das artes e, por mais que eu tente outras soluções, é certo que somente nesse meio vou conseguir ficar satisfeito como profissional.
Assim sendo venho pesquisado há um bom tempo o que um Diretor de Arte, específico de Games, tem que saber para fazer do mundo melhor, e, principalmente, para conseguir trabalho. Das minhas conversas com gente do meio, artigos lidos e experiências pessoais com alguns projetos pequenos, pude perceber que o cargo é na verdade o grande elo que faz o diálogo entre o que se faz na prática e as verdades subjetivas que são adotadas como cara para o projeto (o que não se diferencia do cargo para cinema ou publicidade, mudando-se apenas o contexto, as etapas e o conjunto de referências que ele tem de ter na bagagem).
Ou seja, vamos supor um jogo que tenha como definição artística ser bem dark, nojento e sério, num ambiente cyberpunk, com protagonistas de personalidade forte e um roteiro politizado. Tudo isto é muito abstrato, e cada artista poderia acabar tendo uma interpretação pessoal totalmente alheia a outra, com gamas de cores totalmente distintas, referências e composições próprias, traços distintos, histórias desconexas, músicas que não condizem, enfim…
O Diretor de arte entra justamente aqui, como um líder que irá definir um estilo padrão, com o trabalho de fazer com que todos os artistas, desde roteiristas e storyboarders, até modeladores, concepters e músicos, fiquem imersos neste contexto. Ele acompanha e se intromete, durante todo o desenvolvimento, no trabalho de todos eles, buscando manter um padrão, uma identidade. Isso, na prática, requer um conhecimento vasto de todas estas áreas, pois ele não deve apenas inspecionar com a finalidade de validar ou não um trabalho, mas deve ser capaz de entender o processo e ajudar a criar soluções cabíveis, respeitando limitações técnicas e de orçamento.
Assim sendo ele meio que tem que ser hábil em todas as artes. Mais um pesquisador em todas elas do que propriamente dito um técnico. Soluções gráficas para artistas 3D e coders produzirem com baixo consumo de polígonos; conjuntos infinitos de referências artísticas clássicas e contemporâneas para adequar grupos de artistas 2D em qualquer que seja o ambiente; técnicas de roteiro e conhecimento extenso de literatura para dar flexibilidade e originalidade aos cenários; noções de trilhas sonoras e inovações cabíveis; tendências de mercado; e, enfim, noções exatas de como todas estas equipes trabalham em conjunto.
Um trabalho fudido.
Assim sendo, comecei a buscar e acho que acabei encontrando algumas facilidades para seguir neste caminho, coisas que se seguidas a risco podem, a longo prazo, torná-lo um diretor de arte hábil, ou, ao menos, um guru. Aquele que quiser discutir estas ou adicionar outras (principalmente se realmente for um Diretor de Arte), por favor o faça.
. A direção de arte, seja no cinema, publicidade, ou qualquer que seja a carreira, é um dos cargos mais respeitados, procurados e bem pagos. Mas enquanto existem vários artistas, geralmente só existe um diretor de arte. Portanto vale a pena ressaltar que não é qualquer um que chega lá. A melhor opção então para nós, zés ninguém, (e dica mais piegas impossível) é começar de baixo. Apareceu a oportunidade de trabalhar em qualquer cargo em uma empresa de Games? Não pense duas vezes, mesmo que não tenha nada a ver com o que realmente queira, é uma oportunidade de ver de perto o trabalho da equipe, e, principalmente, entrar na pele do sujeito que você um dia vai comandar e, consequentemente, oprimir.

. Banco de dados! E esse você deveria começar a montar desde já. Eu tenho o costume de, todo semestre, buscar e comprar algum artbook, livro institucional de empresa de arte, anuário de ilustração, design, ou coisas do gênero. Comecei a fazer isso desde que entrei na faculdade, e já juntei coisas como artbook de Final Fantasy e de filmes do estúdio Ghibli, um grande glossário ilustrado da Disney, dois volumes de um anuário de ficção científica chamado Spectrum (realmente MUITO, MUITO bom!), estou para assinar uma revista brasileira de Design, a Zuppi, enfim, coisas como essas, ricas em ilustrações e informações detalhadas de processos, que irão servir para você como referência na hora de pesquisar estilos e soluções, e, mais ainda, na hora de ilustrar suas idéias para a equipe.
Como a maioria destes tem um preço meio salgados (apesar de que você não paga imposto por livros, então sai muito mais barato importar do que comprar por aqui), não dá para comprar tudo que, aparentemente, vale a pena ter. Então é bom começar desde cedo a ir montando sua biblioteca.
Mas, não só de compras faz-se um banco de dados. A internet é (quase) totalmente livre de taxas, o deviantart uma fonte quase infinita de material, sites especializados como o gamasutra fontes ótimas de informação sobre as equipes e funções… Mas, ainda assim, não dá para contar com ela na hora H, principalmente pela renovação sempre constante, onde filtrar e achar exatamente as coisas que quer, é uma tarefa épica. A palavra chave então é organizar! Separar e organizar tudo que há, por conta própria!
Lembra aquela ilustração puta foda que você viu, daquele sujeito lá no deviantart, que você ficou babando, como era o nome dele mesmo, putz, esqueceu? Tudo bem, é o que acontece mesmo, não dá pra contar com a nossa memória, e, nem mais com os favoritos para organizar nossa vida. É conteúdo demais para as tags darem conta de separar. A organização tem que ser feita por nós, em pastas e mais pastas, esse recurso tão maravilhoso e pouco valorizado. Quanto mais separado melhor, quanto mais categorias malucas você criar, melhor ainda. Por exemplo: na minha pasta Characters, você encontra as subpastas: Alien, Animal, Aristocratic, Asian Fantasy, Bio Punk, Clean Cyber, Cyberpunk, Fantastic, Horror e Steampunk. Dentro de uma categoria como Cyberpunk ainda dividi em mais subpastas como Droids, Heavy Cyber, Necro, Psyberpunk. Agora imagine esta mesma subdivisão para outras pastas como Environment (cenários), Weaponry (armas), Scenes (cenas), etc etc.

Algumas destas pastas não tem mais de 10, 15 imagens. Nem todas as coisas são fáceis de achar, nem todos os estilos tem algum artista que expõe seus trabalhos na internet (quer dizer, eu to começando a achar que tem de tudo sim) e eu ainda sou só uma pessoa normal, que tenta ter uma vida normal as vezes. Mas, quando eu acabar encontrando algo legal, que vale a pena salvar, lá estará a pasta. Perdi uma vida organizando isso tudo, ok, mas sempre que precisar de algo específico, com alguns cliques tenho acesso a isto.
Seja um downloader compulsivo, não conte com o conteúdo online, tenha ele pra si! Eu tenho uma preocupação meticulosa e quase fetichistas em organizar minhas pastas. Músicas separadas por estilos e origem, vídeos separados por estilos, duração, se é ao vivo, clipe, trailer, filme, anime, etc… Não conte com a preocupação dos usuários de internet em separar tudo bonitinho com tags para você, a coisa por lá é e será eternamente zoneada.
. Conheça de tudo! TUDO!
Isso foi algo que aprendi sem querer, pela frustração de volta e meia encontrar alguém legal falando de algo que eu não fazia idéia do que era. Comecei a achar que eu era uma anta ignorante, que não sabia de nada, enquanto os outros conheciam tudo que há de interessante para se conhecer. Acontece que as pessoas (eu, pelo menos :/) tendem a aglomerar ‘os outros’ como uma coisa só, como se todo o conhecimento conjunto deles fosse compartilhado por todos eles. E começa a achar que todos eles, menos você, que não foi convidado pra festa, são a imagem semelhança desta entidade onisciente. Eu comecei a querer saber tanto quanto eles, oras. Queria saber tanto quanto o povo de comics sabe sobre comics, tanto quanto os otakus sabem de anime, tanto quanto o povão sabe sobre Heroes, e poraí vai. Só que eu, por mais que me esforce, ainda não consegui alcançar nenhum destes. O povo do comics ainda sabe muito mais de comics que eu, os otakus ainda sabem muito mais de anime do que eu, e eu ainda não consegui começar a ver a segunda temporada de Heroes… :/
Acontece que, hoje em dia, eu sei conversar com todos eles. E é esse o segredo: diálogo!
Se você não conhece nada em absoluto de RPG, não adianta, pode tentar se quiser, um rpgista vai ficar sete dias e sete noites para te explicar algo, e olha que eles gostam de falar e tem um saco bizarro para ensinar coisas… Se você conhece o básico porém, você pode pegar um sujeito e rapidinho entender ‘qualé’ de um cenário inteiro. Basicamente tudo por comparação. “Sabe aquele personagem daquela série famosa, então esse aqui é parecido mais com essas outras características”.
Em uma das minhas primeiras aulas, eu queria explicar para um grupo de outros alunos qual era a idéia do jogo que estava propondo. Tinha elementos de cardgame nele, e se eu fosse explicar cardgames pelo caminho convencional, teria que, sei lá, falar de buraco, truco, pedra, papel e tesoura, até chegar perto de onde queria. Ia perder uma vida inteira, e, talvez, conseguisse. No caso, para uma turma de nerds, eu disse “sabe Magic?” e todo mundo sabia. Voi lá. Quanto tempo eu ganhei ali.
Um Diretor de Arte tem que saber dialogar com todo tipo de artista, principalmente para aprender o máximo possível. Assim sendo precisa, ao menos, estar superficialmente por dentro das tendências de cada um destes, sejam músicos, programadores ou ilustradores. Ainda mais porque precisa ser respeitado como um guru por todos eles.

. Por fim, vale a pena ler livros teóricos de outras áreas. Não seja maluco de querer se especializar profundamente em todas elas, você, ainda, não fez aquela cirurgia para otimizar a capacidade do seu cérebro. Mas pegue livros teóricos de várias áreas, de uma olhada superficial por todo o material exposto lá e tenha a mão para poder consultar quando for necessário. Algumas áreas tem livros introdutórios que fazem isso por você, passam por todo o processo, destrinchando todos eles só até o ponto de ser entendível para qualquer um. Em Games, eu sugeriria temas como: Fundamentos de Game Design e Teoria de Jogos; Level Design; Modelagem e texturização; Design, desde interfaces até técnicas de marketing; Edição de Áudio e Video; História da Arte, Indumentária e Arquitetura; e, enfim, técnicas de Roteiro. Acredito que, estando bem por dentro de cada uma destas áreas, o Diretor de Arte pode vir a ser bem útil durante o processo todo, além de ser só um ditador pentelho.

É. Muita, muita, muita responsa amigo. Eu, se fosse você, desistia logo e ia ser programador.
Prefiro ficar com o game design. Agradecido. rs
Cara, adoro seu blog… inteligente, trata de assuntos q eu gosto pra caramba… continua assim, vc já ganhou um fã! xD
Você quer ser um diretor de arte ou um ditador? E não pode esquecer do que você mesmo acabou de dizer, uma coisa é você conseguir dialogar e organizar a coisa, outra, totalmente diferente, é você saber sobre um determinado assunto tanto quanto um especialista na área, na minha opinião de leigo acho que um diretor de arte tem que se focar mais na criação do que na erudição…
E espero que tenha sido uma irônia a parte sobre programadores… boa sorte na carreira.
Acho que o mais importante você já fez, setou e travou o objetivo!
O restante é trivial, apesar de não ser tão fácil assim! Ralar pra conseguir se destacar e ser realmente foda! Mas isso é só – como você mesmo disse – questão de prática e pesquisa!
Eu costumava catalogar ilustrações até o dia em que perdi o HD e não tinha backup, infelizmente desisti :(
Leandro: Na minha opinião de leigo, a erudição em arte, a princípio, reflete em um bom criador. Obviamente que ao focar em erudição, fica-se mais próximo de um crítico e perde-se um pouco a potência como artista. Porém acredito que alguém tem de ser assim, e que a pessoa que o faz deve ser a gerente dos outros.
Não acredito em ditatorialismo extremo, o cara tem que saber dialogar sempre. Sim estava sendo irônico em parte quando disse que ele iria oprimir os outros artistas, mas na real, é isso que acontece. Muitos profissionais se sentem limitados por um tema, limitados por uma estética, limitados por ter de atender ao pedido de um cliente. Mas infelizmente, mercadologicamente falando, não há tanta liberdade quando deveria haver. Principalmente em Games, com uma cacetada de gente diferente, geralmente ricos em idéias e propostas, trabalhando juntos.
Alguém tem que fazer a empresa funcionar. E para isso um certo ditatorialismo é necessário. Fazer o quê?
Agora, sobre ser programador, é claro que não estava sendo irônico. É muito fácil trabalhar com numerizinhos bobinhos, matemática ensino médio, código binário, física, equações, mimimimimi, tudo besteira que qualquer calculadora faz. Nego foda é nego que trabalha com arte, esse povo que escolhe uma carreira criando soluções super complexas para dar realidade e profundidade a uma realidade, pff, isso é coisa de quem não faz sexo!
“…qualquer calculadora faz. Nego foda é nego que trabalha com arte, esse povo que escolhe uma carreira criando soluções super complexas para dar realidade e profundidade a uma realidade, pff, isso é coisa de quem não faz sexo!”
Ah bom… tava em dúvida se era irônia ou não, agora tenho certeza que era…
E aí cara, como vai?
Gostei muito do texto, parabéns.Notei que a profissão é muito atual, e reflete bem toda a confusão pós-moderna.Como sofro de inquietude, o que como consequência me garante a superficialidade, imagino que talvez haja aí uma profissão adequada para mim.Só ontem, por exemplo, joguei Rayman 2, cuja direção de arte por muito foi referência na indústria(vale a conferida, caso ainda não tenha); dei continuidade à leitura de Dom Quixote, A Scanner Darkly e Veias Abertas da América Latina; assisti ao Segredo de Brokeback Mountain(belo contraste de cores nas cenas da montanha) e estudei um pouco de Mecânica Clássica.Por isso achei tão atraente…hehehe.
Mas voltando ao texto, eu concordo contigo quanto à erudição e a postura crítica, pois penso que não as tendo, resta apenas a repetição e a submissão, mas discordo quanto à crítica aos programadores.Penso que o designer, ou o diretor de arte, quando lidam com programadores competentes, podem estabelecer um diáligo bilateral, em que o programador tem voz e apresentam também alternativas e soluções aos eventuais problemas, pois atualmente, com projetos cada vez grandiosos, é comum que o designer tenha pouco ou nenhum conhecimento de programação.
Garimpando a rede, encontrei esse livro sobre o assunto: http://knowfree.net/2008/01/07/videogames-and-art.kf
Ainda não conferi, mas pelo que li sobre parece interessante.
Abraço, e boa sorte na empreitada.
Prefiro ficar com o game design. Agradecido. [2]
O meu problema é: já me incubiram a função de Direção de Arte em games sem eu nem ao menos saber EXATAMENTE o que é esta coisa. Se eu já estava um pouco apavorada com este cargo, agora que li seu texto meu medo dobrou D: (Olha as perninhas tremendo!)
Ter que acumular tanta informação pra mim é kinda hard. Não faz idéia, já que meu HD interno anda apresentando falhas sérias e eu nem tenho 30! Mas eu tenho uma vantagem, que nas palavras do Neil são: “é bom conversar de games contigo, porque tu não fica boiando, mesmo que não saiba muito.” Na verdade eu acrescento outra dica: “PERGUNTE E PESQUISE sempre que tiver uma dúvida! Curiosidade é essencial”.
Mas foi uma boa ler isso para eu começar a me organizar, mesmo não isto meu objetivo de vida (u know, it’s photography!). Contudo tenho que ter seriedade já que me comprometi e não decepcionar os que trabalham comigo.
E por último, teus comentários aceitam formatação html? :B
A-bra-ço!
@ Yamimi: relaxa! :D
Do pouco que eu conheço do seu trabalho, da sua vontade de pesquisar e da sua garimpação de internet, fico seguro sobre outra empresa de games poder ter uma diretora de arte que sabe o que faz! *além é claro da que me contratar :B
Eu também adoro fotografia e gostaria de me especializar mais, porém acredito que por um lado, como a fotografia pode me ajudar na direção de arte, acho que a direção de arte pode acabar te ajudando na sua carreira de fotógrafa! Instrumentalizando e dando visões distintas. Tomara sinceramente que nos esbarremos no mercado, seja qual for ele!
Não decepcione ninguém não, e tenho certeza que não irá se decepcionar! Essa carreira de Games é muito divertida :~~~~
agora, se aceita html, vou descobrir agora
Ok, sabichão, encontre uma solução artística para esse problema então: http://en.wikipedia.org/wiki/P_%3D_NP_problem
:P
Fora o bash nos programadores o teu post é bem interessante. O meu objetivo é trabalhar com games também, mas enquanto eu ainda sou “indie” não estou pensando em cargos no momento, apenas em fazer o que eu conseguir com o que eu tenho a mão.
Uma parte que eu gostaria de ressaltar é essa parte que tu falou de começar por baixo. Acho muito real, porque é importante ter experiência prática em todas as etapas do processo. Duvido que alguém vá conseguir um cargo de Game Designer (ou Direção de Arte) caído do céu sem nunca ter trabalhado em nada de games.
Bom, quanto a programadores, veja bem… Se tu falar de um Code Monkey que programa em Java o que mandam ele programar, eu posso até concordar com as tuas afirmações. No entanto o comum é empresas de jogos contratarem Cientistas da Computação formados e normalmente com excelentes currículos e históricos escolares para os cargos de Programador. Deixar subentendido que é um trabalho fácil é um demérito um tanto exagerado.
o/
Bom, primeiro obrigado pelo comentário cara. :]
Vou tentar ser mais claro agora, já que se faz necessário:
Eu estava ironizando. Eu não só respeito como acho o trabalho de programação tão importante ou mais do que o artístico em certos momentos, quando o assunto é Games e interação. Seria completamente impossível para um artista conseguir qualquer solução interessante usando desse veículo sem um trabalho igualmente complexo de uma equipe igualmente grande de programação.
Eu estava tentando brincar com a rixa estúpida que existe entre ambos. Desculpa se não fui claro o bastante. :/
Bom, agora eu que peço desculpas por não captar a ironia :)
Eu até estranhei depois do teu comentário pro outro cara e fiquei meio assim. Ou tu tava brincando, ou tu tinha o ego do tamanho de uma jamanta! Mas felizmente tu tava brincando.
Fico contente mesmo, pq achei teu post muito informativo e insightful (não consegui achar um equivalente em português), só me chateou no final que tu pudesse ser mais uma dessas pessoas que pensam e escrevem bem, mas que levam a sério essa “rixa estúpida” como tu mesmo mencionou.
Bom, não deixe também de brincar com a rixa só pq o tapado aqui não entendeu a piada :P
Minha namorada pende pro lado das artes tb e eu não perco uma oportunidade de pegar no pé dela por causa disso! E óbvio que eu adoro artes e é pura inveja de não ter mais talento… aliás, por isso que eu virei programador, né? ;)
Quando quiser trocar umas idéias sobre games, estamos aí, só mandar um email.
[]’s
[...] todas estão organizadas, acumuladas ou devidamente alojadas na minha estante, como sugeri que um Diretor de arte o fizesse. Assim sendo pude, aos poucos, imergir os artistas que se candidataram a criar em Eroica com [...]
Ótimo texto
Me identifiquei bastante nos comentários do autor sobre a necessidade de conhecer várias áreas para desempenhar bem a função de diretor de arte. Também tenho buscado “meu lugar ao sol” ou “na tempestade” :D do mercado de jogos, só que meu interesse maior é por desenho conceitual de personagens e cenários, e animação. Sobre interação de arte com programação, já passei por isso certa vez. Precisa gerar uma animação para um jogo 2D, só que nao possuia um script que fizesse a leitura do arquivo de sprites, recortasse nas dimensões corretas para a tela para posterior animação. Apresentei o problema para meu amigo, um programador em C/C++ (DiogoRBG – http://diogorbg.blogspot.com/) que disse +- assim:
“Hum… Acho que dá pra fazer isso em python”. Eu, da area de arte, aguardei até que o script fosse implementado e logo pudemos concluir a tarefa. Meu amigo agora quer aprender a desenhar e eu a programar melhor em Python :D
Vlw
Erick