Jogos de SRPG (*strategy role-playing game) podem ser considerados um nicho cult dentro do mercado mundial de jogos. Têm um público fiel e específico que acompanha os lançamentos; são produtos que mantém-se jogáveis e populares mesmo anos depois de seu sucesso; e, mesmo com todo o avanço técnico dos consoles, é um modelo que ainda tem muitas possibilidades não exploradas afinco.Apesar de algumas séries populares como Final Fantasy e Suikoden já terem versões neste formato isométrico, ele não é um gênero que compete de igual para igual com os FPSs (*First Person Shooters) ou Simuladores Hiper-realistas. Isso se dá pois este requer muitas horas de dedicação para explorá-lo, e ainda certa habilidade e capacidade lógica para vencer os desafios que são apresentados. Assim sendo tem um publico menos amplo, porém mais específico, que é otimista ao gênero antes mesmo de experimentar o título em si.
As ações, em um SRPG baseado em turnos, só acontecem depois de confirmadas. Cada peça tem uma velocidade de atuação diferente, e, cada vez que esta é acionada, um menu de opções dá ao jogador uma gama de possibilidades de ações diferentes para serem escolhidas: mover-se pelo cenário (dividido em casas como um tabuleiro), atacar inimigos, usar items ou habilidades, interagir com outros personagens, etc. Usa-se uma destas e passa-se a vez para a unidade seguinte, a mais rápida, logo abaixo da que acabou de agir.
Este gênero tem uma peculiaridade a mais, nem sempre presente, mas marcante na maioria dos seus filhos pródigos. O sistema de profissões (classes distintas com vantagens e desvantagens únicas) possibilita a customização de sua equipe e de seus personagens para cada combate, otimizando-os para funcionar melhor como um todo, vencendo dificuldades apresentadas por formações inimigas, ou para melhor aproveitar diferenças de terreno apresentadas pela própria fase onde a batalha ocorrerá.
Demais as situações são iguais aos RPGs convencionais, onde cada personagem tem atributos, equipamentos e habilidades que ditam o quão forte ou resistente ele é. O SRPG segue também o mesmo padrão para evolução, onde, a cada nível (acrescido conforme adquire-se experiência nas batalha) a unidade fica mais forte e rica em habilidades.
O grande trunfo do gênero, porém, esta na aposta que faz no icônico e na estratégia para garantir a diversão. As unidades não tem animação muito expressiva nas batalhas (se comparados com jogos de ação modernos), com poucos frames somente aplicando uma vivacidade ao personagem; os ataques e habilidades são simplistas (comparados aos RPGs atuais); a movimentação pelo cenário é extremamente limitada; os ataques são em maioria automáticos e as possibilidades de atuação do jogador, após este comandado, são quase nulas.

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Bahamut Lagoon Gameplay
Isto tudo é compensado (e estas vantagens somente possível por causa destas limitações) com a maior variedade de situações, habilidades, personagens e estratégias cabíveis ao combate em um jogo de RPG. A capacidade de customização é uma das maiores possíveis em todo o mercado, com vários jogos do gênero dando a possibilidade do usuário ter dezenas de unidades completamante diferentes, jogáveis. Alguns deles apresentam ainda um sistema de criação de cenários randômicos, proporcionando assim renovação infinita de fases distintas, para aumentar ainda mais a rejogabilidade. Ainda, recentemente, com a adição de batalhas multiplayers ao gênero, principalmente graças as facilidades do Nintendo DS, pode-se esperar que cresçam ainda mais os atrativos que uma engenharia tão customizável quanto esta pode oferecer.
Outra peculiaridade bastante notável deste modelo é o roteiro. Como o jogo em si está focado nos combates, a história que os conecta entra como uma responsabilidade da desenvolvedora. Enquanto os MMOs estão se distanciando cada vez mais disto, respondendo a uma vontade do usuário de se sentir responsável pela história, existem outros jogadores que se sentem a vontade sendo passivos, que aceitam e valorizam uma trama bem construída. Obviamente existem inúmeras possibilidades e soluções distintas que o jogador aciona, com escolhas específicas dadas a ele durante o desenvolver da trama, mas, mesmo com um roteiro cheio de saídas diferentes, o protagonistas e os envolvidos terão personalidades pouquíssimo mutáveis.
Essa especificidade, focada para um público um pouco mais sério, possibilita, além de uma história mais adulta e refinada, uma arte mais sóbria e original. Em um resumo geral pode-se dizer que diminui-se a interação, para proporcionar mais deslumbre.
Alguns nomes do gênero:
. Fire Emblem (SNES)
. Bahamut Lagoon (SNES)
. Ogre Battle (SNES)
. Front Mission (SNES~DS)
. Vandal Hearts (PS)
. Final Fantasy Tactics (PS)
. Final Fantasy Tactics Advande (GBA)
. Disgaea (PS2)
. Stella Deus (PS2)
. Luminous Arc (DS)


PQVCNAOCITOUSHININGFORCE?
pq eu sou n00bie e até hoje não joguei Shining Force!!! Tem alguns clássicos que é difícil arrumar os guts pra jogar hoje em dia. Com tanta coisa pra acompanhar e tal… um dia eu pego! juro!
Shinning Force foi meu primeiro contato com os SRPG e acho um verdadeiro desperdício de série a SEGA não fazer um novo episódio para o DS!!
Acho que cairia bem aí na lista a série Advanced Wars que apesar de sair daquele lance de personagens e jobs, tem a mesma mecânica… e é viciante!
Atualmente eu to tentando desenvolver um SPRG bem simples em flash com o pessoal que trabalho. Nada marcante, apenas diversão!
Fire Emblem é do Famicom, teve sequels pro Super Famicom, Gameboy Advance, e Gamecube, os 2 últimos consoles tiveram títulos da série localizadas pros EUA.
Front Mission (remakes pro Wonderswan, Playstation e DS – que foi localizado pros EUA) e Bahamut Lagoon são do Super Famicom. O Bahamut Lagoon é uma sequel do primeiro jogo de ‘tactics’ da Square, pro Mega Drive, que é Bahamut “Alguma Coisa”. Eu até tentei jogar ele, a tradução feita pelo tomato e os amigos dele é fantástica, mas não gostei do sistema de jogo. E esses jogos são complicados:P.
Os tactics que eu joguei e gostei (e completei) foram até agora somente Shining Force II e Front Mission, que são bem simples se comparados ao resto…
o vcs podem me passar uma lista q mostra o q cada iten do bahamut lagoon faz nos dragões??
Olá! Parabéns pelo artigo, está muito bom.
Eu também gosto bastante deste tipo de jogos, e aconselho-te vivamente a jogares a série Shining Force.
Um conselho (pode parecer algo estranho, mas foi isso que eu fiz e não me arrependi nada!): O primeiro contacto a ter com a saga, deve ser o II. Deves jogar primeiro o Shining Force II. Isto porque a meu ver, este é o maior e mais belo jogo da série, e como tal, o impacto fica ainda maior quando se joga pela primeira vez este! E não tens o problema de “perder” algo da história, uma vez que o Shining Force II não é a sequência directa do I. É uma outra aventura, passada em lugares diferentes, e com personagens diferentes. Com isto não quero dizer que os outros Shining Force sejam maus, porque são ÓPTIMOS, mas o II, é pura e simplesmente o melhor jogo jamais feito na história dos videojogos!! Joguei-o há 11 anos na Mega Drive… e até hoje nada o ultrapassou. Uma obra de arte pela sua história, a sua evolução, a simplicidade super eficaz do sistema de batalhas, uso de items, de armas, de magias. Tem toda uma gama bastante grande de tudo isto, mas extremamente bem organizada. Cada objecto tem a sua função, a sua imagem, etc. Depois os gráficos são soberbos! Não te confundas com a facto de ser 2D. Eles podem ser 2D, mas são profundamente detalhados… o interior das casas, as árvores, tudo. E por fim, as batalhas… com monstros e humanos bem pensados e desenhados. Ahahaha já estou aqui a descrever tudo. Enfim… vale a pena. Não percas a oportunidade de jogar toda a saga (começando pelo II :D)!!!!
Ahhhhh e mais uma coisa que esqueci.
Tu disseste que nestes jogos as animações dos personagens não são tão aprimoradas como noutros.
Posso dizer-te que na saga Shining Force, tu tens o tal “tabuleiro de jogo”, onde moves os personagens e tal, mas quando activas uma acção (por exemplo atacar um inimigo) uma sequência animada é activada, e a visão sai do modo de tabuleiro de jogo, vendo com muito mais detalhe não só o inimigo, como a personagem com que estás a atacar, como o cenário onde estás a proceder o ataque (por exemplo numa floresta)… e também a arma que estás a usar se vê com pormenor. No caso das magias, também estas têm uma animação. O bom dos SF em relação aos outros sRPG é precisamente essas animações fabulosas, ao passo que os outros nunca saem do modo de “tabuleiro”.
Olha! Só pra complementar a listinha mesmo de alguns para PS!
Valkyrie Profile
Vanguard Bandit
Tactics Ogre
Dragon Drive (só em Japonês)
Bomberman Wars (sim! até Bomberman tem em SRPG, mas só em Japonês)
Black/Matrix 00 (só em Japonês)
Black/Matrix Cross (só em Japonês)
Vandal Hearts
Rhapsody – A Musical Adventure
Brigandine
Front Mission 3
Hoshigami
Kartia
Saiyuki – Journey West
Arc The Lad III
E para quem quer testar seus dotes online, saiu uma versão para PC do jogo DOFUS, deixando no maior estilo SRPG
Espero ter ajudado os que são fãs desse estilo de jogo ;)
Abraços