Março 18, 2008 de esper000
Como já disse antes no blog, sou estudante de Multimídia para Jogos Digitais na UNESA, a única faculdade que oferecia um curso do gênero no Rio de Janeiro (na época). Assim sendo me inscrevi na primeira turma e, mesmo não estando totalmente satisfeito com o curso (já não bastasse o conteúdo teórico nesta área ser demasiadamente flexível e instável, ter de lutar contra uma acadêmia retrógrada é fogo), fiquei até o final, me aprofundando autodidaticamente naquilo que me interessava mais.
Agora, em vias de me formar, tenho de apresentar um trabalho final. Como já vinha desenvolvendo um “cenário de campanha” a milanos, resolvi tentar e consegui convencer alguns dos outros alunos a levar este rumo a sua efetivação como Game (ou ao menos como projeto de um). Como o objetivo deste blog é também tentar ilustrar as peripécias no processo de design de jogos, e como não tenho tido tempo de atualizá-lo sempre, percebi que a melhor maneira de se juntar o útil do agradável seria compartilhar o processo com vocês.
Portanto, prazer, esse é Eroica (não tem H e nem T antes do I), meu projeto mais antigo, ambicioso e cabuloso, que eu amo inenarravelmente e razão pela qual eu trabalho na minha formação com tanto empenho. Nesta coluna irei explorar cada etapa do projeto, dando início pelo processo de Design de Personagens, suas complicações e atalhos reconhecidos. Ainda virão outros artigos sobre design de cenários, roteiro, storyboard, Game Play, história, interfaces, referências, modelos 3D, trilha sonora e outros que por ventura considere ‘disponibilizáveis’. Portanto sem mais delongas, vâmo que vâmo.
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Março 8, 2008 de esper000
Talvez alguns de vocês (espero que a maioria) já tenha visto ou jogado algum ‘jogo de música’. Ok, concordo que todos os bons jogos tem uma trilha sonora destacável, sem falar de campanhas como Final Fantasy, Katamari, ou até mesmo o inusitado Locoroco, que contam com trilhas sonoras que merecem uma atenção tão grande quanto o jogo em si. (<== alguém já notou minha paixão quase obsessiva por música oriental? não? opa, esqueçam isto e continuem a leitura)
Mas existe uma série de lançamentos onde a música faz parte essencial da jogabilidade, onde as marcações do ritmo criam as peças de um puzzle; onde as notas musicais, o tempo e as variações da música criam os níveis pelo qual o usuário terá de passar; e onde a noção rítmica e a habilidade de reconhecer comandos rapidamente são mais essenciais do que qualquer outra habilidade lógica. Dentro deste universo existem tantas marcas, estilos e ’simuladores’ que um artigo apenas seria muito pouco para falar do assunto.
Portanto começarei a partir deste post a explorar o universo dos Rhythm Based Games (*Jogos Baseados em Ritmo), seus primeiros e mais destacáveis lançamentos, sua atual participação no mercado e enfim uma prospecção de para onde irão se encaminhar.
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Postado em Artigos | Tagged 'Game Design', game genre, jogos de música, music game, NanaOn-Sha, Parrapa, Rapper, rhythm based game, Simon, UmJammer Lammy | 2 Comentários »
Março 1, 2008 de esper000
Sorry usual portuguese readers of this blog. I promise i won’t change the prime language here, first for all the love we have been sharing, and also because my english isn’t good enough to try ironic jokes perfectly.
But this post must achieve international community! They must know our pain, our suffering, the torment of frustration that our subculture must pass to follow their achievements in Game Industry, especially us, Game Designers trying career! This manifesto has the purpose to show them how hard it has been for us, so in the next time they catch with a brazilian guy, they recognize him for the courage and determination, not only for his ‘always carnival’ mood, soccer abilities or misspelled english (stereotypes are bad you morons!).
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Fevereiro 27, 2008 de esper000
Inovação. É a palavra chave que rege o nosso criativo, mutável e instável mercado de Games. Inovação de conteúdo, gráficos, jogabilidade, processos, física, iluminação, roteiro ou seja lá qual for a classe dela. Se não conta com qualquer inovação em seu currículo, um jogo não alcança críticas positivas, não gera uma comunidade de fanboys, não ganha destaque na imprensa e, consequentemente, não vende.
Como a proposta neste blog é falar dos vários processos artísticos que envolvem o desenvolvimento de um jogo, é conveniente que estudemos os casos de lançamentos como estes: Professor Layton and The Curious Village (Nintendo DS) e Odin Sphere (Playstation 2), que estão entre os mais aclamados do ano de 2007 justamente por terem inovado em vários aspectos distintos!
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Fevereiro 26, 2008 de esper000
Odin Sphere por sua vez, não é um jogo inusitado. É só um RPG de ação 2D, onde você acumula itens, ganha níveis e mata infinitos oponentes até alcançar seu objetivo. Vale ressaltar que é um jogo desafiador, com inimigos que levam um bom tempo e que requerem certa habilidade para vencer.
O sistema é interessante, onde você percorre um labirinto composto de uma série de cenários circulares e só pode prosseguir quando se livra dos inimigos em cada um destes. Eles liberam uma espécie de mana, que podem ou ser absorvidos por sua arma, aumentando aos poucos seu dano, ou podem ser convertidos em fertilizante para as sementes que você pega ao longo do jogo. Cada semente cria uma planta distinta, e os frutos destas, além de o curarem, dão pontos para que seu personagem ganhe mais HP. Juntando itens ainda pode-se criar poções específicas ou visitar uma confeitaria/restaurante para criar refeições especiais.
Nestes dois parágrafos eu resumi basicamente tudo que pode acontecer quanto a jogabilidade de Odin Sphere. Esta face do jogo, com certeza absoluta, não é seu ponto forte, é apenas um pouquinho atrativo e demasiadamente repetitivo e enjoativo. Continuar Lendo »
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Fevereiro 19, 2008 de esper000

Para os poucos usuários de internet que ainda não tiveram o prazer de passar por este blog, uma explicação sucinta: Através desta coluna mensal pretendo explorar os detalhes que fazem, a meu ver, cinco artistas que expõem seus trabalhos no DeviantArt.com mais melhores que todos os outros!
No artigo de janeiro (onde você pode conferir informações mais detalhadas sobre o portal) eu expus logo de cara cinco sujeitinhos escabrosos: Kai, Wen-M, Kolaboy, Klar e Lithiumpicnic. Andava pensando se conseguiria manter o nível esse mês, e o pior é que não foi tão difícil quanto esperava. Será que lá pra dezembro ainda vou ter tantos talentos assim para mostrar? Ao que tudo indica sim… Continuar Lendo »
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Fevereiro 12, 2008 de esper000
Não sei vocês, mas eu já aceitei de coração o lag de pelo menos um ano entre eu e a atual geração de consoles de video-game. Ou seja, saiu algo hoje, terei a oportunidade de jogá-lo pra valer somente daqui a uns muitos meses, e olhe lá. Seja por causa do preço dos consoles, por a pirataria levar um tempo para crackear bonitinho (apesar de ser eventualmente contra, sou cliente), ou simplesmente por estar sem tempo para jogar de tudo. Mas, ainda assim, existem aquelas poucas almas abençoadas que ganham um salário bom e gastam com todo tipo de parafernalha gamer, bons samaritanos que podem te adiantar um pouquinho do gostinho do futuro.
Daí, feriado de carnaval estava aí. As minhas opções eram sair para uma dessas baladenhas indies da vida (que só foram realmente legais quando eram novidade), ir curtir o carnaval boladão na rua, ou ir pra casa de um amigo desses e passar a madrugada nerdando. Não, não pensei duas vezes. O que é triste, por aquele especto tradicionalista que valoriza mais passar na farra do que no conforto e segurança de um lar feliz!
Daí foram, pelo menos, uns 10 jogos experimentados por alto, entre Crysis, Bioshock, Portal, Mario Galaxy, Lair, Mass Effect, Eye of Judgment, Harvey Birdman, Uncharted: Drake’s Fortune, No More Heroes, Lost Planet… No final das contas eu sai com algumas conclusões bastante boas de lá, uma visão mais renovada de como anda a bagunça toda dessa nova geração.
Esse post então é um review totalmente pré-conceituoso dessa porra toda (também um post para encher de tags populares meu recém-nascido blog e atrair atenção :B). Então lá vai.
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Postado em Resenhas | Tagged Bioshock, Crysis, Eye of Judgment, Harvey Birdman, Homem-Pássaro, Lair, Lost Planet, Mario Galaxy, mass effect, No More Heroes, Orange Box, Portal, Ps3, resenha, Rock Band, Uncharted: Drake's Fortune, Wii, Xbox 360 | 5 Comentários »
Fevereiro 8, 2008 de esper000
Primeiramente gostaria de agradecer ao meu amigo, Rodrigo “Xper” pelo convite de participar deste blog. Tenho que elogiar a qualidade que vem sido mantida e a dedicação e carinho que ele vem tendo nos posts. Parabéns pelo Blog, rapaz.
Como Game Designer sempre trarei uma visão um pouco diferente, que talvez fuja um pouco do entendimento artístico da Direção de Arte, mas que provavelmente representará uma adição ao universo de informações necessárias para o cargo. Tentarei ser o mais acadêmico e explicativo nos meus posts, a fim de evitar confusão, mas peço que me perdoem se em algum momento me faltar clareza. Os que me conhecem devem saber que a cada dia perco um pouquinho da capacidade de conversar com não-gamers. Peço que me dêem retorno com qualquer assunto que permaneça nebuloso.
O que nos leva à praia numa tarde ensolarada? O que nos faz ir ao boliche, assistir televisão ou ir ao estádio de futebol? O que nos leva ao cinema, ao teatro, a casa de um amigo ou a pular carnaval? O que nos leva a jogar?
O estado lúdico é definido por Johan Huizinga como pertencente à natureza do homem. O lúdico faz-se presente em diversas instâncias desde rituais religiosos até o próprio jogo. Esse estado lúdico está presente em diversos animais como nota-se quando observamos cachorros ou macacos brincando e ele é impossível sem a aceitação do pensar.
Penso logo existo dizia Descartes.
Jogo logo existo poderia ter dito Huizinga, mas, como ele não o fez (não que me lembre), faço-o eu. :P Continuar Lendo »
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Fevereiro 7, 2008 de esper000
Não satisfeita em agraciar o mundo com LocoRoco, um dos jogos mais peculiares de 2007, a SCE Japan Studio, uma das subdivisões criativas da Sony, resolveu continuar fazendo do mundo dos games um lugar mais fofo. Primeiro anunciou uma continuação para a série de PSP, com o nome de LocoRoco Cocoreccho! E ainda, quase ao mesmo tempo, lançou no mercado um novo jogo chamado Patapon, repetindo a dose de nomes, que, de tão retardados, são até bastante chamativos.
Ambos os lançamentos apresentariam uma cara única, beirando a genialidade de tão assustadoramente dementes, se já não existisse Katamari no mundo, para nos provar que os japoneses sugam suas idéias de um plano diferente do nosso. Mas, ainda assim, seja em termos de design ou jogabilidade, o grupo merece muito nossa atenção, principalmente porque está começando agora a mostrar as caras e já anda experimentando coisas bem peculiares.
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Fevereiro 5, 2008 de esper000

No último post, sobre Direção de arte para Games, citei algumas compras fortunas que fiz, a maioria pelo Amazon. Para quem ainda não sabe, nosso ativo culturalmente e sensato governo criou uma lei de incentivo que libera todo livro de qualquer imposto e taxa de importação, portanto, como já temos que pagar a diferença para dólar e fretes, acaba-se pagando um preço razoavelmente justo por estes.
Como estou realmente muito deslumbrado com estas aquisições, resolvi compartilhar uma resenha destes dois títulos específicos, principalmente pra tornar sua compra (*facada) ainda mais válida!
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Fevereiro 3, 2008 de esper000
Tenho como grande objetivo (aquela coisa de aspiração de carreira depois que se descobre que se tem de escolher uma só) me tornar Diretor de Arte de Games. Nunca fui um ilustrador excepcional e nunca me senti tão a vontade modelando em 3D (talvez isso mude com o ZBrush… mas ainda não terminei de baixar pra mexer com minhas próprias mãos, então fiquemos com os fatos atuais), mas ainda assim sou estudante dedicado, expectador assíduo e amante incondicional das artes e, por mais que eu tente outras soluções, é certo que somente nesse meio vou conseguir ficar satisfeito como profissional.
Assim sendo venho pesquisado há um bom tempo o que um Diretor de Arte, específico de Games, tem que saber para fazer do mundo melhor, e, principalmente, para conseguir trabalho. Das minhas conversas com gente do meio, artigos lidos e experiências pessoais com alguns projetos pequenos, pude perceber que o cargo é na verdade o grande elo que faz o diálogo entre o que se faz na prática e as verdades subjetivas que são adotadas como cara para o projeto (o que não se diferencia do cargo para cinema ou publicidade, mudando-se apenas o contexto, as etapas e o conjunto de referências que ele tem de ter na bagagem). Continuar Lendo »
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Fevereiro 1, 2008 de esper000
Este artigo é complementar ao segundo artigo ‘Panorama do Cenário Internacional de Games’, que irá abordar a conotação cultural dos jogos na atualidade. Fique de olho no Blog!
Muita gente vem comentado e dado corda para a mais nova bosta de touro promovida por um órgão público brasileiro: A proibição das vendas de dois jogos (Counter Strike e Everquest) em Goiás. Toda a discussão se resume a mais algum ressentido ‘homem da lei’, suportado por uma série de ‘profissionais’ retrógrados, que com argumentos totalmente vagos promovem o preconceito generalizado contra o veículo Games.
Como não há nenhum órgão específico da ‘classe’ com a finalidade de intervir e argumentar de igual para igual contra estes detentores das verdades, a decisão é tomada sem qualquer estudo profundo. Uma decisão extremamente séria como a censura, tomada levianamente por uma instituição judiciária, assustada com o nível real da violência e sua incapacidade de fazer alguma coisa. Gente totalmente alheia a este movimento cultural, sem qualquer argumento que vá além de impressões superficiais, fazendo valer a Democracia.
Enfim, a coisa toda pode ser acompanhada no blog Liberdade Gamer, criado exclusivamente para mostrar a indignação de um grupo de pessoas que vive disso e empenha-se seriamente para conseguir que esse mercado se expanda. Continuar Lendo »
Postado em Notícias | Tagged bullshit, censura, counter strike, cultura online, EA, everquest, gamers, globo, jogos, jornalismo, mass effect, protesto | 3 Comentários »
Janeiro 30, 2008 de esper000
É o título do novo jogo da linha Advance Wars. Esta é uma das séries mais interessantes dessa nova leva de jogos de estratégia do Nintendo DS. Nomes como Final Fantasy e a série Mana já tem lançamentos do modelo, mas seguem um padrão real time e são mais próximos dos SPRGs do que dos turn-based tactics. Nomes e categorias demais? Concordo. Mas não há o que fazer, categorias são necessárias e ajudam no final das contas.
Mas porque Advance Wars merece um post inteiro especificamente então? Primeiramente porque eu já falei mal demais da Square aqui no Blog, para acabar fazendo mais um review medíocre. Depois porque a série, além de boa pra cacete, resolveu mexer no time enquanto estava ganhando. Arriscou fazer mudanças colossais na cara do jogo, indo contra a tendência e adaptando a séria para um contexto muitas vezes mais sério.
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Postado em Resenhas | Tagged Advance Wars, Days of Ruin, Dual Strike, Games, Intelligent Systems, Nintendo, Nintendo DS, resenha, turn-based tactics | 5 Comentários »
Janeiro 19, 2008 de esper000
5DeviantArt é o nome vazio mas com rima da nova coluna que será mantida aqui no CybeRarts. Proponho, através desta série de artigos, apresentar conjuntos de cinco Deviants proeminentes, discutindo suas técnicas e especulando motivos para que sejam assim tão únicos. Um filtro neutro, mostrando vários tipos de artes diferentes, com o objetivo de ajudá-lo, caro leitor, a encontrar trabalhos de qualidade bastante acima da média, possibilitando enfim uma vida mais satisfatória a todos nós, que amamos as coisas bem feitas. Ou não, no caso daqueles que se ressentem por não conseguir fazer igual.
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Postado em 5DeviantArt | Tagged 5DeviantArt, Anima, Arte, arte digital, comunidade, deviantart, Imaginary Friends | 2 Comentários »
Janeiro 18, 2008 de esper000
Por meio deste artigo pretendo explorar (superficialmente) algumas peculiaridades que possam fazer um jogo um lançamento mais atraente do que um filme e vice-versa. Já existem séries de estudos que abordam, validam e vão mais a fundo nesta discussão, deixando claro que cada uma das mídias é bastante distinta da outra, principalmente no quesito desenvolvimento e nos objetivos almejados. Mas, como vários games, com certa freqüência, se utilizam da metodologia narrativa do cinema para si próprios, faz-se necessário estipular estes possíveis ganhos e perdas.
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Postado em Artigos | Tagged 'Game Design', cinema, hiperealidade, jogos, video-game | 7 Comentários »
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